A história desta família mudou graças a um professor voluntário, o querido Marco Leite, que se dispôs a ensaiar um coral com a turma da primeira série onde a Corina (irmã mais velha) estudava. A Corina tinha 7 anos e estava sendo alfabetizada... mas eram as aulas de coral que ela esperava ansiosamente toda semana. No ano seguinte ela pediu a seus pais que queria estudar música. Começou a estudar flauta doce na escola municipal de música da cidade e seu pai, Eduardo - que havia deixado o pandeiro após terminar a escola – comprou um instrumento novo para tocar com a sua filha.
“O papai sempre ouviu todos os tipos de música... me lembro dele começar a comprar CDs antes da gente ter toca cd! E que bela discoteca ele montou pra nós! Jazz, Bossa Nova, Samba, Música Clássica, Rock... e um cd, apenas um cd de choro, do flautista Altamiro Carrilho...”
As duas estudaram um pouco de flauta doce também e logo depois partiram para seus instrumentos definitivos... a Lia sempre gostou de sons graves, então quis ficar com o violão, e a Elisa que pedia um “bandolinho” desde pequena, ficou com um cavaquinho primeiro, e depois seguindo um conselho de seu professor Altino, mudou para o bandolim.
Não demorou muito para que aprendessem seu primeiro choro juntas: o Corta Jaca, da Chiquinha Gonzaga.
Em 2002, descobriram os Chorões de São Paulo e as rodas de choro. Desde então a família sai no sábado de manhã da cidadezinha onde moram, a 120km da capital, e vão tocar e aprender com estes mestres da música.
Desde 2002, as meninas começaram a desenvolver um trabalho de pesquisa e recuperação do choro, e já começam a colher frutos deste trabalho. Em 2008 lançaram “Meu Brasil Brasileiro”, pela Som Livre e foram premiadas pela Associação Paulista de Críticos de Arte, como o Melhor Grupo de 2008! |